What’s the job of art?


It’s hard to define art: be it music, literature, visual arts, drama, etc. I would prefer to say that life would be impossible for most people without it. Call it escapism, if you wish.  Life can be very dry and purposeless without the varnish of art. It can be very lonely. Even meaningless. As Tennessee Williams once said:

“What implements have we but words, images, colors, scratches upon the caves of our solitude?”

Art is any expression of human emotion and feeling. It’s the telling of a story. We are all artists one way or another. This does not mean our work will be recognized in our lifetime or sold for millions of dollars in galleries, but what counts is what it does for you. The officially recognized great works of art follow criteria that varies according to time and audience. Their market value rises and lowers  at different times. So, we, as simple viewers or artists, should not care about what is considered by the experts GREAT ART. Give yourself the right to make or evaluate art,  based on your own guidelines. More than that, every piece of art which can transport you to a world that makes you happier, or feel more intensely, or evoke cherished memories, or give you hope and peace should count as great. It can be your creation or someone else’s.

I never forget the moment I first saw painter Peter Paul Rubens’  Samson and Delilah (picture below), while roaming the halls of the National Gallery in London. I did not know that painting. It beckoned at me from a distance and made me walk, transfixed, in its direction, wide-eyed and excited. Sensual, colorful, showing  unusual uses of a number of light sources to illuminate the scene,  and telling a story: that is all I wanted from a painting. I may have spent the next 20 min standing in front of the huge painting staring at it, looking like an idiot, with a silly smile glued to my face. Then I went back there two more times in the course of a 10-day vacation in London to experience the power of that painting again – it’s a good thing the National Gallery has free admission!

Samson and Delilhah, 1609, by Peter Paul Rubens. National Gallery, London.

Samson and Delilhah, 1609, by Peter Paul Rubens. National Gallery, London.

I found a copy of the painting on the Internet and excitedly emailed it to some of my close friends telling them how I had felt looking at it. That’s another thing about great experiences, it’s hard to enjoy them alone, you need to share. This post is obviously part of this need.

As for literature, another great type of  humanity’s artistic achievement, how many times have I drowned my sorrows by reading a novel by Philip Roth (one of my favorite writers, as many of you readers of this blog already know): the misery and problems of his characters far outweigh mine and serve as solace by giving me a deeper understanding of human beings. Roth is brutal and I doubt he intends to offer any comfort to the reader through his stories – but he does, regardless of what his original aim might be.

Author Philip Roth

Author Philip Roth

At the end of 2014, having some free time, I had the idea of combining two of my greatest passions – the English language and visual arts –  in a project: the series of ebooks of the series TEACHING ENGLISH WITH ART (for further info check out this post http://wp.me/p4gEKJ-1lS ). I figured I could not be alone in enjoying studying a foreign language in the context of powerful images that would take me beyond the walls of the dreary language classroom and make me dream. I was right: after self-publishing eight ebooks and with a ninth coming out soon, I noticed that many other people all over the world shared my passions.

When I was a language/literature student in college, we had a very dry and uninteresting subject: Portuguese literature. I appreciate some may love it – art is individual and personal. But I must admit I loathed the company of Camoes and his  jingoism, despite the excellence of the teacher and her love for the subject. One day, however, she surprised us with a different approach to the teaching of the boring Portuguese literature of the Baroque era: she brought a projector to the classroom and contextualized  some of the visual art movements – which are inevitably reflected in the literature of the time – by showing works of famous artists. That was my first contact with Velázquez and his “borrachos”, partying with Bacchus. The teacher’s explanation of the painting and the artist was vibrant. The class was in awe. We were always in a hurry to leave the session and enjoy our cheap beer on Friday evenings (those were evening classes). That day, however, most people couldn’t care to leave when the class came to its official end, and let the teacher carry on for as long as she wanted. We had started to refine our taste: it was better to see Bacchus inebriate his minions than go out to Olinda and get drunk ourselves.

The Triumph of Bacchus, Velázquez, 1628, Museo del Prado, Madrid.

The Triumph of Bacchus, Velázquez, 1628, Museo del Prado, Madrid.

Au revoir,

Jorge Sette

Meus 5 lugares preferidos de Londres


Londres é realmente uma das cidades mais fascinantes do planeta. Tenho uma teoria, a de que se você seguir a trilha das cidades escolhidas para sediar as Olimpíadas de verão, você estará fazendo escolhas certas para as cidades que um dia deve visitar. Veja por exemplo onde será a próxima: Rio!

Tive o privilégio de, no verão de 2012, ir duas vezes a Londres: primeiro fui a trabalho, e me encantei com a vibração da cidade (já havia ido outras vezes, mas desta vez havia alguma coisa diferente no ar, e pode ser que tenha sido a atmosfera pré-Jogos Olímpicos.). Não sei, resolvi voltar nas minhas férias, que seriam algumas semanas depois. Uma decisão acertadíssima.

Não faltam guias e informações turísticas sobre esta cidade. Por que estaria eu então escrevendo este post? A idéia é personalizar a experiência, compartilhando com vocês, queridos leitores, meus lugares e prazeres prediletos dessa encantadora cidade.

O Metrô

OK, ele é velho e apertado, pode estar superlotado, e se tornar um forno no verão. Mas e o charm?  E o cosmopolitismo? E andar por aqueles corredores com gente de literalmente todos os lugares do planeta (tenho certeza de ter visto uns marcianos por ali também) e muitas vezes  ao som de baskers (músicos de rua, e…umhh …de metrô, suponho) tocando, se você tiver sorte como tive,  uma de suas canções preferidas. Lá, o metrô é chamado THE TUBE, e chega a virtualmente todos os lugares da cidade. O que é comum na Europa, por sinal. O sonho de consumo de todo paulistano ou carioca. Realmente, muitas vezes eu não ia a lugar algum especificamente, apenas entrava e saía das diversas estações, curtindo a experiência em si (please don’t call me weird!). Ah, compre seu passe semanal para economizar uma mini-fortuna.

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I love the London Tube

The National Gallery

Localizada em Trafalgar Square, este importante museu tem mais de 2300 pinturas, de artistas como Caravaggio,  Jan van Eick, Rubens and Turner: talvez alguns de vocês se lembrem da famosa cena de SKYFALL, onde OO7 conhece o jovem Q na frente de uma obra de Turner, e trocam farpas e  ironias sobre  as vantagens e desvantagens da experiência (velhice) versus juventude.  Se passa na National Gallery.

O que mais me deslumbra, porém, é o fato de que a galeria está ali sempre, para os moradores, à sua disposição, para visitação  quando queiram, e de graça! Para nós, turistas , há que aproveitar cada minuto. Posso passar horas andando ali, transportado para um mundo de sonhos. Vi pela primeira vez o famoso quadro Sansão e Dalila de Rubens (imagem abaixo) no ano passado. Por quase um mês enviei emails para amigos com a foto do quadro, orgulhosamente discursando para eles (obrigado pela paciência!)  sobre os diferentes focos  de luz escohidos pelo artista para apresentar a cena da traição: enquanto Sansão dorme, Dalila lhe corta os cabelos, fonte de sua força, para entregá-lo aos filisteus.  Além das três fontes de luz visíveis, o quadro era para ser pendurado em cima de uma lareira originalmente, o que adicionava mais sombras, calculadamente.  Fantástico. Isso tudo eu aprendera, claro,  durante a audio-tour.

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Sansão e Dalila, Rubens. National Gallery. Clique para aumentar.

St Paul’s Cathedral, the Millennium Bridge e Tate Modern

Não, não estou trapaceando, falando de três pontos turísticos ao mesmo tempo, havendo prometido só cinco. É que se chega de St Paul’s a Tate Modern através da Ponte do Millennium. Tudo isso às margens do Tâmisa, com direito a calçadão tipo Ipanema, que se estende ao longo do rio até a Tower Bridge: uma bela caminhada. O pátio à frente do Tate Modern – um museu de arte moderna instalado numa antiga central elétrica – é uma festa, com gente conversando, tirando fotos, músicos tocando, pessoas declamando… Há também um terraço no piso superior do museu que oferece uma vista impagável da catedral e do rio. Merece uma, não, várias fotos.

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St Paul’s Cathedral – vista do Tate Modern. Clique para aumentar.

Hyde Park

Minha frustração é nunca ter visto um dos concertos dos Rolling Stones ali: era criança no primeiro e não tive férias  para poder ir ao segundo. Mas como minha imaginação é boa (e havia visto o vídeo do primeiro concerto!!), não tive problemas em perambular por ali como se estivesse ouvindo Sympathy for the Devil. Me hospedei ali perto, em Bayswater, portanto a caminhada pelo parque era uma obrigação e um prazer quase diários. Parques de Londres são pérolas no verão. Vá a qualquer um,  a diversão é garantida.

Camden Town 

Os mercados, a vibração,  os barzinhos à beira do canal, o fato de ser onde morou Amy Winehouse, tudo isso contribui para a atmosfera mágica desse bairro. Recomendo sobretudo o mercado principal, o CAMDEN LOCK, folclórico em todos os aspectos, cheio de gente interessante, muitos góticos,  tudo para comprar, incluindo livros, velharias,  comida, e ótimas barganhas (tipo camiseta com dizeres I LOVE THE LONDON TUBE).

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Camden Town. Clique para a aumentar.

Bem por hoje é só.

Agora é sua vez: quais são seus lugares preferidos de Londres? Compartilhe conosco.

Ah, se alguém está se perguntando por que esse post está figurando num blog sobre linguagem, digamos que visitar Londres é uma das maiores motivações para se aprender inglês! Taí o vínculo.

Au revoir

Jorge Sette