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Alongando os músculos da língua


Vivemos num mundo multicultural, multilíngue, e de economia globalizada. A comunicação se dá basicamente através da internet, sendo o inglês a língua com maior número de usuários online, seguida pelo chinês, espanhol, japonês e português (acessem esse link para maiores detalhes: http://www.internetworldstats.com/ ).

No WordPress, a plataforma na qual você está lendo esse blog, 66,7% do conteúdo “postado” é em inglês. Não falar pelo menos duas das línguas mais importantes na internet é um atestado de misantropia, ou mais precisamente, um suicídio social. Abaixo, cobrirei os pontos mais importantes que influenciam a boa aprendizagem de uma língua estrangeira.

Motivação

Há duas palavras-chaves para se adquirir uma língua estrangeira, motivação e imersão. Vamos discuti-las em parágrafos separarados. Os especialistas consideram dois tipos básicos de motivação: a extrínsica e a intrínseca. A motivação extrínsica é aquela que depende de fatores externos e práticos. Nos dedicamos a aprender uma língua, por exemplo, para conseguir um emprego, ou uma promoção, ou um melhor salário. Ou porque a bolsa da pós-graduação exige que se fale um idioma estrangeiro. A motivação intrínseca, por outro lado, diz respeito a razões e motivos mais emotivos ou românticos. Decidimos aprender a língua, por exemplo, porque nos identificamos com a cultura de um certo povo, e para participar mais completamente dessa experiência necessitamos entender e nos fazer entender pelos falantes nativos. Por cultura, me refiro a todos os hábitos e costumes de um povo, sua arte, literatura, cinema, teatro, música, etc. É sabido que a motivação intrínseca é mais eficaz que a extrínseca, por envolver fatores emocionais e afetivos, tão fundamentais em qualquer processo de aprendizagem.

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O essencial componente lúdico da aprendizagem: “Children teaching a cat to dance”,  1666, Jan Steen.

Imersão

Quanto mais nos expomos ao insumo (input) linguístico, mais rapida e eficientemente se aprende uma língua estrangeira. Portanto a sugestão é aumentar ao máximo o contato que se tem com a língua: estar sempre procurando acessar falantes nativos (através das redes sociais, por exemplo); ler na língua-alvo (recomendo que a leitura passe por uma processo de avanço gradual, usando-se  a princípio os chamados “readers”, livrinhos simplificados feitos especialmente para o ensino da língua, disponíveis em varias editoras, antes de passar à literatura original); filmes, videos, jogos eletrônicos, clips do YouTube, e o que mais lhe dê acesso ao idioma. Essa exposição deve ser diária e ininterrupta. Duas horas no mínimo.  Acho que a aprendizagem de um idioma através de letras de música um pouco superestimado (mas isso depende muito do estilo e gosto próprios). Minha experiência é que tanto as letras  de música popular como a poesia mais tradicional são mais adequadas a estágios mais avançados do desenvolvimento linguístico, uma vez que na primeira há muitas gírias e expressões locais, e na outra, palavras e estruturas gramaticais incomuns, pois faz parte da natureza dessa arte experimentar com a língua. Isso pode tornar o texto indecifrável para um falante não nativo. Mas o desafio também pode ser motivador.

Dois pontos importantes para finalizarmos essa seção: escolha conteúdos que lhe deem prazer e que não estejam muito acima do seu nível atual na língua (há maneiras, por exemplo, de se controlar isso, como o uso de legendas em inglês nos filmes em DVD, ou vídeos mais curtos, ou que tratem de temas que você já conhece na primeira língua). Há estudos  científicos que corroboram esses conselhos: o primeiro é a teoria do “comprehensible input”, do linguista Krashen, que alerta que a língua que se ouve ou lê deve ser inteligível para o aluno, oferecendo um contexto que facilite a identificação das palavras ou estruturas,  ainda que desconhecidas (portanto não tente ler Shakespeare na aula número 1). O outro é uma teoria que se chama CLIL (content and language integrated learning), que afirma que a melhor maneira de aprender uma língua é achá-la dentro de um contexto natural  e de interesse para o aluno (artigo de revista, video de YouTube, livro etc), de modo que a a mensagem seja mais importante que a FORMA em que a língua é apresentada. A língua nesse caso serve de veículo, de meio para se atingir um fim específico, que é o entretenimento ou a informação.

Devemos frequentar a escola tradicional?

Aqui acho bastante cabível fazer uma analogia entre a aprendizagem de língua e seguir um programa de preparação física (fitness, como se costuma dizer hoje, mesmo em português). Há diversas opções que se enquadram ou não ao estido de vida de cada um: você pode frequentar uma academia, em um programa intensivo ou mais ameno. Contratar um personal trainer, se necessita de uma atenção mais especial, e  caso tenha somente alguns horários disponíveis. Ou, se tem muita autodisciplina, simplesmente comprar o livro Body for Life de Bill Phillips (editora Harper Collins, 1999), e segui-lo sozinho. Pode-se também combinar diferentes opções. Eu já fiz todas essas, em diferentes épocas de minha vida. Agora estou tentando uma experiência nova: passar o dia no sofá, lendo, estudando e escrevendo esse blog para averiguar se isso me dará os músculos de que necessito para arrasar de sunga em Ipanema. Não, nunca tentei os vídeos aeróbicos de Jane Fonda: ainda estava no berço.

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Body For Life, Bill Phillips.

Bem, com a aprendizagem de língua se dá o mesmo: escolas tradicionais com vários alunos na sala e um professor dinâmico pode ser muito divertido e relaxante depois de uma dia puxado de trabalho. Professor particular é caro, mas dedicará toda a atenção a suas necessidades individuais. Ele também inevitavelmente se tornará seu psicoterapeuta, portanto escolha bem. Cursos online estão em alta, oferecendo todas as vantagens da automatização do ensino, fazendo melhor o que máquinas fazem melhor, e ainda adicionando acesso a sessões tutoriais agendadas com professores nativos e  acesso a comunidades virtuais, para o intercâmbio de ideias com outros alunos estrangeiros. Essas são só algumas das opções, e podem ser combinadas de forma bem criativa e eficaz.

Para o resto da vida

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Aprender uma língua estrangeira é como assistir a OS SIMPSONS: sempre prazeroso e sem data marcada para acabar.

Outro ponto que devemos ressaltar é que aprendizagem de uma língua estrangeira é um processo contínuo, sem fim definido, assim como no caso da primeira língua. Há níveis de progresso claramente balizados ao longo do caminho, que lhe permitirão decidir se já chegou onde quer e onde precisa (a medição se dá através dos chamados exames internacionais, que ratificam seu nível de inglês e adequação para o bom desempenho de diversas funções e atividades). Procure adicionar DIVERSÃO ao longo do processo, para motivá-lo,  já que o caminho poderá ser longo.  É essencial que a jornada proporcione prazer. Pense em aprendizagem de língua mais como assistir a OS SIMPSONS que a BREAKING BAD. Ambos são maravilhosos, mas a trajetória de WALTER WHITE inevitavelmete terá um fim (eu já sei qual é, você sabe? Ou ainda está esperando pelo NETFLIX?). Já em OS SIMPSONS não há perigo de Maggy largar a chupeta e casar-se, de vermos a formatura de Lisa, ou Bart cumprindo pena na cadeia por um delito cometido depois da maioridade.  It goes on forever…

Por hoje é só.

Au revoir

Jorge Sette.

Sotaque tem importância?


Como todos aqueles que aprenderam uma segunda língua sabem muito bem, é praticamente impossível perder o sotaque característico da língua nativa (o português no nosso caso).

Estudei num escola de línguas na Inglaterra numa turma de nível de inglês avançado (estudávamos para o Cambridge Proficiency, um certificado internacional), e ao final de algumas semanas de curso,  já sabia identificar a nacionalidade de praticamente todos os alunos com quem falava  na escola, guiando-me apenas pelo sotaque.

Alguns sotaques eram mais carregados e fáceis de identificar, como os dos falantes de suiço-alemão, francês e espanhol. Outros, um pouco mais suaves (em geral, os dos alunos de países nórdicos). Mas o sotaque estava ali, sempre presente, em alunos de alto nível de inglês.

Digo tudo isso para explicar que sucesso na aprendizagem de uma segunda língua não requer que se fale a língua exatamente como um nativo  o faria. Claro que quanto mais nos aproximarmos de um modelo de falante nativo (no caso do inglês, de um norte-americano, ou um australiano ou alguém da Inglaterra)  mais chances  teremos de nos fazer entender internacionalmente.

Grande escritores não nativos que escreveram em inglês (Nabokov e Joseph Conrad, por exemplo), nunca perderam o sotaque estrangeiro na linguagem falada.

Alguns atores, como Meryl Streep e Tom Hanks, são supostamente excelentes quando imitam sotaques (regionais ou internacionais) em suas oscarizadas atuações. Mas quando perguntamos a alguém da região ou país cujo sotaque foi imitado, em geral ouvimos reclamações e piadas sobre a falta de autenticidade. Quem não se lembra do horrendo sotaque australiano de Meryl Streep no filme A Cry in the Dark: “The dingo ate my baby!”

Não meça seu sucesso numa segunda língua pela presença do sotaque. Alguns acham até charmoso manter um sotaque local (dizem que o nosso, o brasileiro,  é especialmente charmoso).

Au revoir.

Jorge Sette.

Quem se interessa pelo fascinante tópico da Linguagem?


Oi, por um tempo considerei que língua deveria usar no meu blog, uma vez que sou falante nativo do português, mas a maioria das minhas leituras técnicas e não técnicas é feita em inglês, minha língua preferida.

Como o objetivo desse blog é conversar com brasileiros  sobre a aprendizagem (ou aquisição) de uma segunda língua (L2), ou seja, uma outra língua além do português (L1),  que  você desenvolveu sem qualquer esforço na infância – se você não foi criado isolado  na selva como o personagem Mogli do conto O Livro da Selva de Rudyard Kipling, adaptado por Disney – achei que seria melhor usar nossa própria língua nativa.

A maioria dos meus amigos e conhecidos são pessoas envolvidas com o ensino de línguas: professores, editores,  autores, alunos, livreiros e distribuidores. Portanto, se apenas eles fossem meu público-alvo, poderia escrever em inglês, sem maiores problemas para ser entendido.  No entanto, gostaria de atingir leitores além desse grupo restrito: futuros aprendizes de línguas estrangeiras ou qualquer pessoa que se interesse pelo fascinante assunto da linguagem.

Tenho bastante experiência no tema de aprendizagem de línguas, uma vez que aprendi inglês e espanhol como segunda língua, e fiz cursos de francês por muitos meses (isso faz muito tempo, e não lembro muito mais que MERCI BEAUCOUP, mas planejo retomar logo logo a aprendizagem dessa bela língua). Também fui professor de inglês por muitos anos, e sempre trabalhei no meio editorial, nas áreas de consultoria e marketing de materiais produzidos para ensino de inglês como língua estrangeira. Além disso, sou Mestre em Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas, formado pela PUC – SP, o que me daria uma certa autoridade para falar do assunto.

Na verdade, porém, esse blog é simplesmente um veículo para que eu possa expressar o prazer que tenho em discutir tópicos relacionados ao ensino/aprendizagem/aquisição/desenvolvimento de línguas estrangeiras.  Esse blog tratará de técnicas de aprendizagem, estratégias de ensino, pesquisa na área de aquisição de uma segunda língua, uso de novas tecnologias no ensino de uma segunda língua, mas também discutiremos cultura, arte,  filmes, livros e programas de TV sempre ressaltando o aspecto linguístico na nossa análise. Pretendo evitar na medida do possível o uso de terminologia técnica ou jargão.

Sugestões de tópicos são muito bem-vindas

Acho que é só isso como primeiro capítulo.

Au revoir.

Jorge