Aside

Uma das vantagens de se falar uma língua estrangeira, sobretudo o inglês, é  a facilidade de lidar com as vicissitudes de uma viagem ao exterior. 

Evidentemente em países como EUA, Inglaterra e Canadá, falando e entendendo inglês, você se sentirá muito mais à vontade.  Tudo fica mais fácil, desde a constrangedora entrevista no posto de imigração na entrada do país, passando pelas compras,  e abrindo até mesmo as portas à possibilidade de paqueras e amizades  menos superficiais com as pessoas da terra. 

Como gerente de marketing de duas editoras multinacionais, tive oportunidade de fazer muitas viagens a trabalho. Conheço , portanto, vários países da América, Europa e Oriente Médio. 

Observei que, pela maioria dos países por onde passei, é muito fácil transitar usando apenas o inglês. A América Latina, no entanto, é um pouco problemática nesse aspecto, portanto, recomendo que se aprenda um pouco de espanhol (se for viajar profissionalmente). Já como turista, brasileiros podem se virar facilmente com o “portuñol”. 

Grécia, Turquia e  França são bastante refratárias ao inglês.  Na França, tive dificuldade de atravessar a catraca do metrô com minha imensa mala,  no trajeto do aeroporto para o hotel, e passei o vexame de ser submetido aos gritos de uma funcionária que tentava me explicar inutilmente que havia uma porta especial ao lado para passageiros com bagagem. Meu nível 3 de Aliança Francesa – interrompido há anos – não me ajudou muito. Hora de retomar. 

Na Turquia, tive uma bola de futebol  de borracha (com um desenho de mapa mundi) confiscada no aeroporto de Istambul por não ter conseguido comunicar mais claramente a ideia de que seria usada  apenas  como um inofensivo instrumento em um treinamento de professores.

Na Grécia, além do inglês, usei todo o meu arsenal de gestos e linguagem corporal para comprar um hidratante numa mercearia. Não sei exatamente o que comprei, mas ao aplicar a poção ao meu corpo depois do banho,  notei que se fazia espuma, e  em poucos minutos minha pele explodiu em bolhas minúsculas,  uma alergia fortíssima que quase me levou ao hospital (decidi esperar melhorar sem ajuda, pois seria complicado lidar com médicos e enfermeiras  tão mitológicos, uma vez que inglês para eles definitivamente NÃO é grego).

Motoristas de taxi gregos vão tentar roubá-lo independentemente de que língua você fale, portanto não posso usar isso como estímulo para  fazê-lo aprender um idioma estrangeiro.

Na maioria dos casos, porém, viajar sabendo inglês  torna sua experiência muito mais prazerosa.  Recomendo! 

Au revoir 

 

Jorge Sette

 

 

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